A aprendizagem deixou de ter o professor como protagonista de um processo completamente aleatório, desvinculado do momento histórico, do espaço geográfico em que se insere a escola, sem tampouco acompanhar o desenvolvimento de novas tecnologias. Alunos e professores assumem, agora, a função de co-participantes no processo educacional diante desse novo mundo globalizado que se nos apresenta. Assim, cabe ao professor a busca de novos conhecimentos, a tomada de uma nova postura: deve assumir a função de facilitador e incentivar o aluno a elevar ao máximo sua aprendizagem.
Diante desse cenário, faz-se necessário o uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs). O professor, principalmente o de LE, deve reconhecer os anseios tecnológicos existentes, buscando-se formas efetivas de sua tradução em práticas de aprendizagem. O acesso à informação e ao conhecimento – principalmente por meio do computador - vem a ser uma importante contribuição para essas práticas. As aulas serão enriquecidas e levarão o educando a buscar e produzir novos significados para os discursos que estão a sua volta.
Portanto, o professor é responsável pelo cultivo das aptidões dos alunos e pelo desenvolvimento delas, quando em contato com novas culturas e novas tecnologias. E, ainda, é papel do professor mediar o processo de aprendizagem, a fim de transformar seus alunos em cidadãos cientes de si e do mundo que os rodeia.
Embora alguns professores se sintam ameaçados pela introdução das TICs, não há razão para tal medo, ao menos no que se refere aos bons profissionais. Assim como um texto de Shakespeare exprime a mesma criatividade, não importando se escrito a lápis ou na tela do computador, assim também um bom professor sempre foi e sempre será necessário, seja diante de uma lousa, seja no controle de um “data show”.